Você sabe o que é cobogó? É a denominação dada ao elemento vazado que completa paredes e muros oferecendo mais ventilação e luminosidade no interior de um imóvel, seja residencial, comercial ou industrial. Esse elemento, que tem a cara do Brasil, deixa qualquer ambiente com um charme arquitetônico e está completando 100 anos em 2020. Um centenário marcado por renovação e muita personalidade.

 

Em cores vivas e materiais diversos, os cobogós se reinventaram.

 

Escolha ideal para quem quer dar um toque contemporâneo ao ambiente, o cobogó foi reinventado ao longo dos anos ganhando cores mais vibrantes e formas geométricas mais ousadas que remetem a um design moderno. Com muitos formatos e desenhos, hoje o cobogó é usado como elemento decorativo criando divisórias de ambientes e efeitos interessantes de luz e sombra, especialmente quando instalado em locais onde recebe iluminação natural.

 

História do cobogó

 

O cobogó nasceu no nordeste brasileiro.

 

É uma boa escolha para deixar ambientes mais ventilados e iluminados.

 

Ao longo de 100 anos, o cobogó passou por muitas atualizações e sua origem merece ser lembrada. O elemento nasceu em Recife, em 1920, e é uma mistura nacional com um toque gringo. A peça foi criada pelo trio de engenheiros Amadeu Oliveira Coimbra, de Portugal, Ernesto August Boeckmann, da Alemanha, e Antônio de Góis, do Brasil.  Das primeiras sílabas dos sobrenomes Coimbra, Boeckmann e Góis surgiu o nome cobogó.

O objetivo era oferecer uma solução para amenizar as condições climáticas no interior das casas de Recife e do Nordeste. Isso sem impedir a entrada da ventilação natural e da luminosidade. A inspiração para a criação desses charmosos blocos vazados veio da cultura árabe, onde é muito comum o uso de painéis semi abertos para separar ambientes. 

Chamado mashrabiya, muxarabi em português, o elemento da arquitetura árabe é composto por treliças de madeira instaladas nas sacadas e janelas das casas. Em formas geométricas e arabescas, foram fonte de inspiração para o cobogó, que soube se aproveitar das infinitas combinações geométricas. Com o passar dos anos, o cobogó deixou de ser apenas funcional para ser parte decorativa da obra.

 

A inspiração para o cobogó veio do muxarabi, elemento da arquitetura árabe.

 

Entre as décadas de 1940 e 1950, o cobogó passou a ser usado também no interior das casas como divisórias entre ambientes. Chamou a atenção dos arquitetos e decoradores e se espalhou pelo Brasil. O arquiteto e urbanista Lúcio Costa é um exemplo. Considerado um dos pioneiros da arquitetura modernista e criador do Plano Piloto de Brasília, ele levou o cobogó para casas e prédios públicos da nova capital brasileira, inaugurada em 1960.

 

As cores e formatos geométricos do cobogó dão um toque contemporâneo.

 

O cobogó passou a ser usado também no interior das casas como divisórias entre ambientes.

 

Formatos e cores

Originalmente feito de cimento ou tijolo, o cobogó foi evoluindo e se tornou mais sofisticado. Ele ganhou versões coloridas e feitas com outros tipos de materiais, como cerâmica esmaltada, argila, mármore e vidro. Em cores para combinar com qualquer ambiente, ele virou uma opção desejada na composição de peças de design.

 

Ele ganhou versões coloridas e feitas com outros tipos de materiais, como o esmaltado.

 

O cobogó pode ser usado de diversas maneiras e em diversos ambientes.

 

O cobogó pode ser usado de diversas maneiras. Em ambientes externos, o vidro, a cerâmica e o cimento são ótimas possibilidades. A aplicação é bem simples, mas requer cuidados. Como o material é mais frágil que o tijolo, recomenda-se que uma barra de metal seja afixada a cada duas fileiras. É por isso que o material não deve ser usado como base de apoio. As peças não têm a mesma resistência estrutural da alvenaria comum e devem ser usadas como alvenaria de fechamento.

E você, o que acha do cobogó? Na Emidio Pais você encontra modelos desse elemento que se tornou um ícone em todo o Brasil!

 

Na Emidio Pais você encontra opções de cobogós.

 

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